Segundo Gianesi e Corrêa (1993) o Just-in-Time, JIT como é conhecido, surgiu no Japão, em meados da década de 70, sendo o centro de sua criação e desenvolvimento a Toyota Motor Company. Esta buscava um sistema de administração que coordenava a produção, com a demanda especificada com diferentes modelos a ser produzidos e com o menor atraso.
O JIT busca assim reduzir os custos, através da minimização dos estoques, não podendo haver formação desnecessária dos mesmos; isso é avaliado com auxilio do Kanban, o qual favorece a redução dos estoques.
O JIT hoje é mais que um conjunto de técnicas de administração da produção, ele inclui aspectos de administração de materiais, gestão da qualidade, arranjo físico e gestão de recursos humanos. Este tem como objetivo fundamental a melhoria contínua do processo produtivo. A perseguição destes objetivos dá-se, através de um mecanismo de redução dos estoques; a redução dos estoques do sistema pode aumentar o risco de interrupção da produção, em função de problemas de administração de mão-de-obra, com greves, por exemplo, tanto na própria empresa, quanto na dos fornecedores.
Segundo Alvarez (2001), JIT trata de uma metodologia racional com intuito de eliminar todas as formas de desperdícios na indústria, visando aumentar a competitividade. Essa visão faz com que muitas empresas implantem essa ferramenta para melhorar sua produção. Já na visão de Vidossick (1999), Just - in - time é uma expressão inglesa que significa no momento preciso, no momento exato.
Portanto a idéia principal do JIT na visão Vidossick (1999), é fabricar produtos na quantidade necessária no momento exato em que o item seja requisitado, podendo esta exigência ser de origem externa à fábrica, como atender o cliente no momento certo.
Sendo assim o JIT possui sua filosofia fundamentada em fazer as coisas simples, como eliminar desperdícios, envolvimento de todos da empresa, desde alta gerência, encarregados e operários e o aprimoramento contínuo, ou seja, a busca pelo aprender e fazer corretamente.
De acordo com Slack (1999), JIT significa produzir bens e serviços exatamente no momento em que são necessários. Dessa forma, o tempo passa a ser a referência, bem como o método, ministrando a essência principal da velocidade de atravessamento constante.
Isso faz do JIT o método mais utilizado hoje nas indústrias, pois todas buscam uma produção focalizada, puxada, nivelada e com redução de lead times, polivalência entre funcionários, fabricação de pequenos lotes, bem como manutenção preventiva.
Assim o JIT trabalha com um sistema de produção "puxada", ou seja, somente se produz aquilo que foi vendido, no tempo e no momento exato; visando uma produção sem estoques; eliminação de desperdícios; tendo um fluxo contínuo e uma melhoria contínua dos processos.
Segundo Pozo (2004), para eliminar os desperdícios precisamos levar em consideração três componentes:
• Estabelecer o fluxo balanceado e sincronizado;
• Atitude da empresa em relação à qualidade;
• Envolvimento dos colaboradores.
Avaliando primariamente esses três tópicos, verifica-se que são exatamente esses pontos que o sistema VAC visa, tornando assim a empresa mais produtiva e lucrativa.
Contudo o JIT é uma das ferramentas básicas para um bom desempenho do processo produtivo, visa produzir apenas o necessário, no momento certo, estabelecendo fluxo na produção e evitando desperdícios nos setores.
O funcionamento do JIT se dá com o auxílio dos componentes citados acima, pois ao estabelecer o fluxo de produção, trabalha-se com um ritmo desejado na mesma, obtendo sempre a qualidade padrão da empresa em relação aos produtos desenvolvidos, isso só é possível devido o envolvimento dos colaboradores, assegurando ritmo de produção e qualidade desejada para que os produtos sejam produzidos e entregues no momento certo.
Como o JIT utiliza um sistema de produção "puxada", e este é conhecido como sistema Kanban, o qual visa atender a entrega e a produção do produto na data prevista, se faz necessário compreendê-lo mais.
Em um a sociedade onde os consumidores estão cada vez mais exigindo qualidade nos produtos e nos serviços, adequando-o às suas necessidades e desejos, há uma crescente preocupação nas empresas não só em manter, mas em incrementar seu desempenho no diz respeito à qualidade e à produtividade. Isso faz com que os empresários se preocupem com maior intensidade no modo de atender a essas exigências que emanam dos clientes, flexibilizando sua oferta, procurando eliminar atividades que não agreguem valor aos produtos e serviços que prestam à sociedade. Segundo Slack (1997, p. 476):
O JIT dá uma visão clara, a qual pode ser utilizada para guiar as ações dos gerentes de produção na execução de diferentes atividades; é uma coleção de várias ferramentas e técnicas, que fornece condições operacionais para suportar esta filosofia.
Slack. (1997) afirma que o JIT é uma abordagem disciplinada, que visa aprimorar a produtividade global, eliminar desperdícios e atender á demanda com qualidade perfeita. A função produção é entendida como um conjunto de atividades que levam à transformação de um bem tangível em outro com maior utilidade.
Com a descoberta da máquina a vapor em 1764 por James Watt, teve início o processo de substituição da força humana pela força da máquina. Nesta época os artesãos começaram a ser agrupados nas primeiras Fábricas. Com essa verdadeira revolução na maneira como os produtos eram fabricados trouxe consigo algumas exigências:
• Padronização dos produtos;
• Padronização dos processos de fabricação;
• Treinamento e habilitação da mão-de-obra direta;
• Criação e desenvolvimento dos quadros gerenciais e de supervisão;
• Desenvolvimento de técnicas de planejamento e controle da produção;
• Desenvolvimento de técnicas de planejamento e controle financeiro;
• Desenvolvimento de técnicas de vendas.
No fim do século XIX, surgiram nos Estados Unidos os trabalhos de Frederick W. Taylor, abordando a sistematização do conceito de Produtividade, isto é, a procura incessante por melhores métodos de trabalho e processos de produção, com objetivo de se obter melhoria da produtividade com o menor custo possível. Essa procura ainda hoje é o tema central em todas as empresas, mudando-se apenas as técnicas utilizadas.
De acordo com Slack ET al. (1997), a análise da relação entre o output, em outros termos, uma medida quantitativa do que foi produzido, como quantidade ou valor das receitas provenientes da venda dos produtos ou serviços finais – o input em outros termos, uma medida quantitativa dos insumos, como quantidade ou valor das matérias-primas, mão-de-obra, energia elétrica, capital, instalações prediais, nos permite quantificar a produtividade, que sempre foi o grande indicador do sucesso ou fracasso das empresas.
Confira o ponto de vista de um consultor sobre algumas questões controversas relacionadas aos serviços de consultorias.
Saiba maisConsultoria: prepare-se para recebê-la ou não. É muito comum encontramos empresários esperando, da contratação de uma consultoria, algo mágico ou milagroso.
Saiba maisNesta seção separamos um material com arquivos para download com o intuito de expandirmos os nossos horizontes.
Saiba maisMelhoramos a produtividade média em 40%.
"Usamos o VAC desde setembro/2000;
Melhoramos a produtividade média em 40%;
Reduzimos substancialmente o volume em processo;
O envolvimento do pessoal é ótimo;
Nossa administração mais disciplinada;
Nossos prazos de entrega estão sendo cumpridos;
Nossa qualidade pode ser verificada em todo o processo."
Cláudio Latreille
Diretor Industrial